quinta-feira, julho 18

A vinda do primeiro filho

 é, sem dúvida, um tempo de mudança radical na vida da mulher, na vida do casal. Os nove meses de gravidez parecem poucos para nos habituarmos a tantas alterações. Não é só o corpo que muda, é o nosso papel na sociedade, a nossa forma de continuar a ser filhas, de continuar a ser mulheres, ao mesmo tempo que aprendemos a ser mães!
O dia do nascimento do baby G. foi um dia Grande, um dia de crescimento, um dia em que eu e o P. nos casámos mais, nos tornamos mais um do outro. Quando senti o G. nascer soube, naquele instante o que era amor incondicional. É este sentimento que, associado a todas as alterações químicas, hormonais, físicas e emocionais nos coloca num estado de ansiedade inexplicável.
Adoro passar o tempo todo com o G., adoro ver a evolução dele, contar-lhe as pestanas, fazer festinhas no nariz, nas orelhas, nas bochechas e amamentar... É uma sensação maravilhosa, indescritível. Acho que durante o tempo que estou a dar de mamar, o mundo pára e tudo gira à volta do meu bebé. Não é uma obrigação, é um ato espontâneo, natural e tão bom! Para além de que não vem com cólicas incluídas! Claro que há dias em que estamos mais cansadas, em que nos apetece pedir ao pai para dar um biberãozinho, em que aquelas duas em duras horas nos deixam num estado quase de exaustão, mas posso fazer aqui já um update - O G. hoje faz um mês e duas semanas e já só acorda uma vez de noite para mamar - o que me faz dar pulinhos de felicidade por ter um bebé hiper mega compreensível. Só posso dizer a todas as mães que vale mesmo a pena, que pelo menos experimentem, mesmo que custe um bocadinho ao principio (que custa! O G. era muito preguiçoso para mamar, emagreceu no inicio e depois não havia maneira de engordar, foi desesperante, ele zangava-se com a mama e fazia mal a pega, eu só respirava fundo, mas com paciência e amor, tudo se resolve.) e a mãe natureza encarrega-se de ajudar no resto. E sou assim, uma mãe confiante, dedicada e feliz. Muito, muito feliz!

 LOOK BOOK no instagram

sexta-feira, julho 12

Fio Rosa






A Fio Rosa é uma marca Portuguesa, os padrões destacam-se pela diversidade, sofisticados, floreados, riscados, lisos, coloridos e unicolores. A combinação destas estampas dá um excelente resultado final, bem como os detalhes que fazem toda a diferença em cada modelo.
Podem ver mais aqui e aqui. Atenção, o corpo não vem incluído!

quarta-feira, julho 10

Ao pai

Falar de maternidade sem falar de paternidade é como perguntar a uma criança de quem gosta mais...
E não é fruto do acaso que caiba na definição de paternidade uma palavra que diz tudo: criação.
Ao melhor pai do mundo deixo aqui a minha gratidão por ser especial e fazer da aventura da maternidade um verdadeiro exercício de cumplicidade. Ao pai do Guilherme, que para mim é o melhor dos melhores, a minha eterna admiração pelo seu amor sem limite.


quinta-feira, junho 13

Semana 1

Depois de três dia de internamento, já estamos em casa na maior alegria. Faz hoje uma semana e eu ainda não consigo explicar este sentimento.
Custou um bocadinho e foi uma canseira isto de experimentar dores novas todos os dias (mãe natureza, já fazias um upgrade no software!) A sério: pontos, subidas de leite, dores tortas, medo de ir à casa-de-banho... A compensação, pelo contrário é um céu azul cheio de sol e sem nuvens. É uma paixão descontrolada, adjectivo qualificativo ainda por inventar, uma adoração para lá de qualquer religião.

Eco das 40 semanas (Terça-feira): bebé com liquido amniótico, bebé respira, bebé está bem instalado, levou-nos a um agendamento de indução do parto para dia 9 (Domingo). 
Na terça-feira, com a esperança de já ficar na maternidade, passei o dia na praia a fazer caminhadas na areia. Depois da consulta pedi ao homem para vir comigo subir e descer monumentais em Coimbra. Queria conhecer  meu bebé antes de Domingo. Chegamos a casa, dormi e às 5h da manhã de quarta-feira comecei a sentir contrações. Comecei por achar que era só incomodo por me ter esforçado nesse dia, mas depois comecei a contar, 6 em 6min, passou para 5 em 5min. Tomei um banho, tomei o pequeno-almoço e arrancamos para Coimbra. Na urgência internaram-me, fui para o quarto, ligaram-me ao CTG, os médicos vieram ver-me, as águas não rebentaram. Vieram trazer-me o almoço, comi a sopa as dores começaram mais fortes. Não aguentava estar deitada na cama, fui para a corredor com o homem caminhar, contrações de 2 em 2min. Sou vista pela médica, ela diz que dentro de 1h eu entro na sala de partos, eu já me agarrava a paredes e a portas. Sou vista novamente pela médica, ela diz que eu tenho de ir para a sala de partos porque já estava com 3 dedos de dilatação para levar a epidural. Pergunta-me se quero ir de cadeira de rodas ou a pé, eu vou a pé. Eram 18h e eu já andava aos ais. Páro 46 vezes por causa das contrações. Entro na sala de partos, preparam-me, dizem-me como tenho de fazer para levar a epidural, ensinam-me a respirar, dizem que não me posso mexer, a anestesista dá-me a epidural, alivia as contrações. Até as 21h não tinha havido grandes alterações, dão-me ocitocina, começam as contrações fortes (ainda mais!!) a epidural não está a fazer o efeito desejado! Volta a anestesista, nova dose. Já não aguentava aquelas posições (que tem de ser para a epidural fazer efeito) já não me conseguia virar sozinha e tudo a acontecer em full speed.
O homem e a madrinha dele (que é médica no hospital de Coimbra e deu um jeitaço do caraças) foram jantar. Eu fiquei ali, cheia de sede e com vontade de comer um hamburger do H3.
Chegaram, 23h, a médica veio ver-me! Disse que estava muito atrasado, só lá para as 4h da manhã. Aconselhou-nos a descançar... O homem adormeceu no sofá e eu também. 1h da manhã, entra a médica para novo toque, eu peço descilpa por ter adormecido, ela disse que eu fiz bem. Toca-me e não acredita, sente a cabeça do bebé. A enfermeira chama a equipa, entram em fracção de segundos tipo exército da tropa. O homem acorda e pensa que está a sonhar. Preparam-se, dizem-me como tenho de agarrar as pernas e fazer força, mas a segunda dose de epidural fez tão bem o efeito que eu não sentia a perna direita. Arranjaram alternativa. Pediram-me para respirar e no momento da contração fazer força. 2vezes, 3vezes, 4vezes e nada. Não conseguia expulsar o Guilherme. A médica disse-me que eu precisava de uma ajudinha e vai buscar a ventosa. Se já não tinha ar no diafragma, pior foi quando ela pôs o joelho em cima da minha barriga e carregou, pensei que ia ter uma apneia. Não consegui respirar. Não sei se foi do acelaramento em que se deu todo o processo ou se é mesmo sempre assim, mas aqui eu sofri. Última tentativa - ninguém naquela sala estava com pena minha e bem-vinda ao céu! 1:27h UAU, que maravilha.
A partir daqui foi de sonho: uma equipa exclente, ficaram à conversa enquanto tratavam do Guilherme, enquanto eu fazia a força que podia, não faço ideia onde, para a placenta sair. 
Enquanto esperamos que o Guilherme fosse limpo eu e o pai trocamos sorrisos cúmplices e algumas lágrimas. Não senti um único ponto ser dado e tive a melhor noite da minha vida. A transbordar de felicidade. O bebé é saudável, nasceu com 3780kg e 50.5cm. E tem sido o melhor da minha vida.
 



segunda-feira, junho 3

40 semanas


O Guilherme faz 40 semanas amanhã! São duzentos e oitenta noites a sonhar com este Amor maior, com vontade de o abraçar de o mimar, de lhe dar Amor no seu estado mais puro, de fazer planos pela manhã e da vida que corre, mas que vai esperando por nós. Estou em contagem decrescente e já somo os suspiros que vou dando ao longo dos dias. É como diz a minha mãe: Primeiro pede-se que tudo aconteça, depois, quando finalmente acontece, pede-se um pouco mais de céu. (Suspiro).